Parcelamento sem custo do cartão de crédito tem dias contados e gerará prejuízo ao consumidor

Em estudo pelo Banco Central, lojistas e administradores de cartão de crédito discutem a possibilidade de inserir juros no parcelamento de compras realizadas pelo cartão de crédito.

Se a mudança for aprovada, a conta sobrará para o consumidor, que terá menos facilidades para contratar serviços e adquirir produtos que, atualmente, se pagos em uma única vez não têm preços menores. Um bom exemplo são as passagens aéreas, aonde os valores à vista são os mesmos do que os parcelados no cartão.

A ideia é inserir juros no parcelamento, conforme o perfil de cada consumidor, em um sistema de crediário aliado ao cadastro positivo.

A modalidade de compras parceladas no cartão representam 50% das transações de cartão de crédito, ou seja, o impacto dessa medida poderá dificultar a habitual compra de valores maiores, justamente pela perda da facilidade.

Atualmente a opção de parcelamento sem alteração do preço ofertado pelo produto ou serviço, e o prazo para pagamento, são definidos pelo lojista que recebe a primeira parcela após 30 dias, e o consumidor vai pagando as parcelas no cartão. O setor quer antecipar esse prazo para até 5 dias.

Querem também dividir o custo da inadimplência com os bancos e lojistas. E alegam que é preciso padronizar com o sistema internacional de cartões, em que não há esta modalidade de parcelamento sem juros.

O consumidor pagará uma anuidade para o uso do cartão e não pode ficar sem uma das poucas vantagens deste sistema de pagamento.

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